Nunca contei essa história no rádio antes. Contei para minha família e eventualmente para alguns investigadores, mas só isso. Isso aconteceu comigo no outono de 1981. Eu tinha vinte e um anos, morando perto de uma pequena aldeia chamada Åsum, na ilha de Funen, na Dinamarca. Fica a cerca de quatro quilômetros a leste de Odense, apenas uma comunidade agrícola tranquila. Nunca acontecia nada lá. Nada estranho, nada incomum. Eu trabalhava no turno da noite em um armazém em Odense, o que significava que precisava dirigir por Åsum no meio da noite para ir trabalhar. A aldeia rodeia esta pequena floresta de faias, de formato triangular, com talvez cento e cinquenta metros de cada lado. Três estradas a delimitam. Lembro de cada detalhe daquele lugar, até hoje. Naquela noite específica, saí de casa por volta das duas da manhã. Estava dirigindo meu Fiat 125 pela rua chamada Snedkerstræde, que corre ao longo da borda daquela pequena floresta. Há uma pequena colina ali logo antes de uma encruzilhada em T onde a Snedkerstræde encontra a Åsum Bygade. Eu estava mais ou menos no meio dessa colina quando meu motor simplesmente... parou. Sem aviso. Sem engasgos. Simplesmente parou.
Bem, a estrada desce depois daquele ponto, então mesmo com o motor morto, meu carro continuou rolando para frente. Pisei no freio e parei bem na encruzilhada em T. E foi então que olhei à minha direita, pela Åsum Bygade, e vi algo que me assombra desde então. A cerca de sessenta metros de distância, pairando entre a estrada e o chão da floresta, havia uma... luz. Ainda não consigo explicar, mesmo hoje. Uma bola de luz. Era circular, com talvez três metros de diâmetro, flutuando a um ou dois metros do chão. A coisa toda brilhava com essa intensa cor amarelo-alaranjada, tão brilhante que iluminava tudo ao redor. Não conseguia distinguir a forma exata porque a luz era muito forte, mas parecia redonda, como uma esfera de luz sólida. A coisa mais estranha era que não era ofuscante, exatamente. Eu conseguia olhar para ela, mas não conseguia ver além. Banhava as árvores e a estrada nesse brilho amarelo que tornava tudo irreal. brilho amarelo é consistentemente descrito nesses casos - Derek' Mas o que vi a seguir me fez perceber que isso não era apenas uma luz estranha no céu. Havia uma rampa se estendendo da parte inferior dessa coisa até o chão da floresta. Uma rampa. E no topo da rampa havia uma abertura, como uma entrada para a nave. Quando tentei olhar para dentro, tudo o que conseguia ver era o que só posso descrever como uma nuvem laranja. Sem detalhes. Apenas essa névoa alaranjada.
E então os vi. Os seres. Ainda não consigo explicar, mesmo hoje, mas havia dois grupos. O primeiro grupo tinha sete dessas pequenas criaturas, e elas subiam e desciam a rampa em velocidade incrível. Seus movimentos eram tão rápidos e contínuos que me lembravam máquinas. Robôs. Algo mecânico. Pareciam estar coletando coisas do chão da floresta — amostras de vegetação e solo — e as carregando pela rampa, entregando a alguém ou algo dentro da nave. Nunca pararam. Para cima e para baixo, uma vez após a outra, como se fossem programados. O segundo grupo era de três seres maiores. Dois deles estavam no topo da rampa perto da entrada, completamente imóveis. O terceiro estava na base da rampa. Esses três tinham algum tipo de instrumento nas mãos, como dispositivos de medição. Tive a impressão de que eram guardas. Nunca se moveram. Nem uma vez. Apenas ficaram lá, observando. Todos eles, ambos os grupos, tinham cerca de um metro de altura. Eram de cor cinza-claro, e sua forma... não sei como descrever de outra forma, exceto que pareciam dois triângulos empilhados um sobre o outro. Um triângulo pequeno no topo que presumia ser a cabeça, e um triângulo maior abaixo que era o corpo. Os guardas eram um pouco mais altos que os trabalhadores, mas tinham a mesma forma. Não conseguia ver braços neles, embora os guardas claramente segurassem aqueles instrumentos. E suas pernas, se é que se pode chamá-las assim, eram apenas pequenos cotos apontando para baixo. Não andavam. Flutuavam. Deslizavam acima do chão sem mover esses cotos de pernas, como aerodeslizadores.
[ A história continua no jogo completo... ]