O Encontro do Voo de Carga do Alasca

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Noite. Sou pesquisador, estudo anomalias da aviação há uns quinze anos. Estou ligando de Fairbanks, e há um caso que aconteceu aqui mesmo no Alasca que acho que seus ouvintes precisam saber. Novembro de 1986. Um voo de carga da Japan Airlines. Já li os arquivos da FAA, os dados de radar, as transcrições das entrevistas, tudo. E te digo, este é um dos encontros mais documentados da história da aviação. O piloto era um homem que vou chamar de Capitão Kenji Takahashi. Ex-piloto de caça. Mais de dez mil horas no cockpit. Vinte e nove anos voando pela companhia aérea. Não era algum hobbyista de fim de semana, sabe o que estou dizendo? Era um profissional. Um veterano. E o que ele relatou naquela noite o assustou. Assustou os três no deck de voo.

Então aqui está o que aconteceu. 17 de novembro de 1986. O Capitão Takahashi e sua equipe — o copiloto Takanori Fujita e o engenheiro de voo Yoshio Nakamura — estavam voando num Boeing 747 cargueiro de Paris para Tóquio. Tinham uma escala programada em Anchorage. O avião estava carregado com vinhos franceses, Beaujolais, a caminho do Japão. Voo de rotina. Já tinham parado na Islândia, abastecido, tudo normal. Era por volta das 17h11 da tarde, horário do Alasca. Cruzando a 10.600 metros sobre o leste do Alasca, em algum lugar perto de Fort Yukon. O sol já tinha se posto, mas havia um brilho vermelho num horizonte e a lua cheia nascendo no outro. Céu limpo. E foi aí que o Capitão Takahashi notou algo à sua esquerda. Duas luzes. De cor âmbar. E não se comportavam como nenhuma aeronave que já vira. Dispararam em direção ao seu avião por baixo, se aproximaram rápido, e começaram a voar paralelas ao 747.

O primeiro instinto de Takahashi foi que era tráfego militar. Talvez um voo de patrulha. Mas aquelas coisas não se moviam como jatos. Se movimentavam bruscamente. Mudavam de posição. Em certo momento vieram bem na frente do cockpit, talvez a 150 metros à frente, e simplesmente acompanharam a aeronave. O deck de voo inteiro se iluminou. Takahashi disse que sentia calor no rosto. Calor. De objetos fora da aeronave a 10.600 metros. Ele os descreveu como tendo arranjos retangulares de luzes, como bocais ou propulsores brilhantes dispostos em fileiras. As cores se alternavam — laranja, verde, branco, âmbar. Ele comparou a um display de Natal. Seu copiloto Fujita também os viu. Disse que havia luzes demais, aglomerados delas, luminosas demais para serem estrelas ou planetas. O engenheiro de voo Nakamura, que estava mais atrás, descreveu ter visto luzes com o formato das janelas de uma aeronave de passageiros. Dois aglomerados distintos, se movendo juntos.

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