Ei, olá. Obrigado por atender minha ligação. Estou ligando sobre algo que aconteceu a mim e a outros três caras em agosto de 1976. Estávamos nas florestas de Allagash, no Maine, e o que vivemos naquela noite nos mudou para sempre. Então aqui está a coisa. Eu e meu irmão gêmeo Jerry, os dois éramos estudantes de arte na época, e decidimos fazer essa viagem de camping com nossos amigos Mark Holt e Dave Daniels. Mark estudava arte conosco, Dave estava envolvido com meio ambiente. Apenas quatro caras no começo dos vinte anos querendo fugir de tudo por uma semana mais ou menos. Pescar um pouco, sabe, só desconectar. Tínhamos planejado isso por meses. Dirigimos até lá em meados de agosto. Lugar lindo, muito remoto. Estou falando de floresta profunda, quilômetros longe de qualquer estrada ou civilização. Montamos nosso acampamento perto do Lago Eagle. Os primeiros dias foram perfeitos. O tempo estava bom, pescamos, ficamos ao redor da fogueira à noite contando histórias. Só uma viagem de camping normal.
Na terceira noite, decidimos pescar à noite. Antes de sair do acampamento, fizemos uma fogueira enorme, e quero dizer enorme mesmo. Empilhamos madeira suficiente para queimar por horas. A ideia era conseguir vê-la de dentro do lago, usá-la como farol para achar o caminho de volta no escuro. Pensamento esperto, né? Então carregamos a canoa e remamos para o Lago Eagle. Devia ser umas dez da noite, talvez um pouco depois. Noite linda e clara, estrelas em todo lugar. Estávamos a uns duzentos metros da margem, só sentados lá com as linhas n'água, conversando baixinho. Foi quando Dave notou algo. Ele disse: 'Ei, o que é aquilo?' E todos olhamos para onde ele estava apontando. Havia uma luz subindo da linha das árvores na margem sul do lago. A princípio pensei que talvez fosse um helicóptero ou algo assim, mas não estava fazendo nenhum som. Nenhum. E o jeito que se movia, não era como nenhuma aeronave que já vi.
A coisa foi subindo cada vez mais, e era brilhante. Muito brilhante. Quase branca, com aquela tonalidade meio amarelada. E era perfeitamente silenciosa. Estávamos sentados naquela canoa, quatro pessoas, e ninguém dizia uma palavra. Ficamos só observando aquela coisa. Então começou a se mover em nossa direção. Devagar no começo, depois mais rápido. luzes sobre a água são relatadas consistentemente - Keira' E quando chegou mais perto, dava para ver que não era só uma luz. Era uma esfera, talvez uns vinte e cinco metros de diâmetro, pairando uns vinte metros acima da água. Mark pegou a lanterna dele, uma daquelas grandes de seis pilhas, e apontou direto para o objeto. Começou a piscar. Não sei o que ele estava pensando, tentando sinalizá-lo ou algo assim. Mas no momento em que fez isso, um feixe de luz disparou da esfera. Um cone de luz, brilhante como qualquer coisa, e vinha direto para nós.
[ A história continua no jogo completo... ]