Boa noite. Isso aconteceu em agosto de 1996. Minha esposa me convenceu a levar as crianças acampar antes das aulas recomeçarem. Honestamente, eu não estava muito animado. Tinha trabalhado hora extra o mês todo e só queria descansar em casa. Mas ela tinha razão. As crianças precisavam. A gente foi de Jeep Cherokee até a Floresta Nacional Deschutes. Achamos um lugar umas três quilômetros fora da estrada principal, bem isolado. Na área de Pine Ridge, se você conhece. Tínhamos a clareira toda pra nós naquele fim de semana. Só a gente, as árvores e umas um milhão de estrelas lá em cima. A primeira noite foi perfeita. Assamos marshmallows, contamos histórias de terror. Meu filho Tommy tinha oito anos na época, minha filha Sarah tinha seis. Eles estavam se divertindo demais. A gente foi dormir por volta das dez, talvez dez e meia. Completamente exaustos de montar tudo.
Acordei por volta das duas da manhã. Não sabia ao certo o que tinha me acordado. Só tinha aquela sensação, sabe? Tipo quando você sente que algo está errado mesmo antes de estar completamente acordado. Foi então que ouvi. Esse zumbido mecânico. Agudo, quase como um motor pequeno ou um HD ligando. Só que estava se movendo. Vindo em direção à nossa barraca. Minha esposa ainda dormia do meu lado. As crianças estavam nas bolsas de dormir do outro lado da barraca. Não queria acordar ninguém e assustar por nada. Meu celular tinha descarregado antes naquele dia, bateria completamente morta, então nem conseguia checar o horário direito. Mas o som continuava se aproximando. E tinha um ritmo. Zum, pausa, zum, pausa. Como se algo estivesse parando e começando.
Então eu vi. Pela janela de tela do lado da barraca, essa coisa metálica pequenininha disparou bem na nossa direção. Tinha talvez trinta centímetros de altura, se movia no que parecia ser esteiras ou rodas. Não conseguia ver direito no escuro. Mas tinha essa cúpula no topo com o que só consigo descrever como uma lente ou um olho. Uma luz vermelha brilhando. Parou bem na barraca. Ficou ali por uns dez segundos, e juro que aquela lente estava nos observando. Varrendo de um lado para o outro o interior da barraca. Fiquei paralisado. Nem respirei. Meu coração batia tão forte que achei que ia acordar minha esposa. Então recuou. Fez uma série de apitos. Apitos curtos, apitos longos. Como se estivesse se comunicando com algo. E ouvi uma resposta. O mesmo tipo de apito, mas de direções diferentes. Várias direções diferentes, na verdade. Tinham mais deles lá fora.
[ A história continua no jogo completo... ]