O Encontro do DC-3 de Montgomery

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Boa noite. Primeiro quero dizer que sei o que vi. Era piloto da Eastern Air Lines, voei com DC-3s por anos, tinha mais de oito mil horas de voo até aquele ponto. Servi na Força Aérea do Exército durante a guerra. Estou dizendo isso porque quero que entendam, conheço aviões. Sei o que se move pelo céu e o que não se move. E o que vi em 24 de julho de 1948 não era nenhuma aeronave construída por mãos humanas. Meu copiloto Jack Whitney estava bem ali comigo. Os dois viram. Os dois fizemos desenhos depois que combinavam. Dois pilotos experientes, mesma história, mesmos detalhes. Isso não é imaginação. Não é um balão meteorológico. É algo real.

Estávamos voando de Houston para Atlanta naquela noite. Voo doméstico de rotina, vinte passageiros a bordo, dezenove deles dormindo. Era por volta das 2h45 da manhã, umas trinta quilômetros a sudoeste de Montgomery. Noite limpa, lua brilhante, nuvens esparsas lá em cima. Lembro que tinha queimado a língua no café mais cedo naquela noite, coisa boba de lembrar, mas estava pensando nisso quando Jack apontou algo. Vi um brilho vermelho fraco acima de nós, a uns oitocentos metros, vindo pela nossa direita. Meu primeiro pensamento foi que era algum jato novo do Exército que não tinha sido comunicado no nosso corredor. Falei pra Jack, ei, olha, vem aí um jato novo do Exército. Mas estava se aproximando de nós rápido. Rápido demais. E o formato estava errado.

Chegou até nós em questão de segundos. Não estou exagerando quando digo que aquela coisa fazia velocidades que nunca vi nada alcançar. Nenhuma aeronave a hélice se move assim. Nenhum jato que eu conhecia se movia assim. E conforme foi se aproximando, dava pra ver que não tinha asas. Nenhuma seção de cauda. Nada. A coisa estava brilhando. Iluminada como magnésio em combustão. magnésio é incrivelmente brilhante - Dennis' Essa é a única forma que consigo descrever. Duas fileiras do que pareciam janelas ao longo da lateral, formato quadrado, derramando uma luz branca brilhante. E por baixo, aquele brilho azul indo do nariz até o fundo. O nariz era pontudo, quase como um torpedo. E na parte de trás, uns quinze metros de chama laranja-avermelhada, como escapamento mas mais brilhante do que qualquer escapamento que já vi.

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