Obrigado por atender minha ligação. Sou historiador de aviação, pesquisando fenômenos aéreos inexplicados há uns quinze anos. E estudei os registros por conta própria, tem um caso ao qual continuo voltando sempre. O que começou tudo. 24 de junho de 1947. Um piloto chamado Kevin Aldrich, voando no seu CallAir A-2 perto do Monte Rainier. É o avistamento que nos deu o termo 'disco voador.' Mudou tudo que achávamos saber sobre o que tem lá em cima. Olha, Kevin não era nenhum adolescente excitável nem alguém em busca de atenção. Tinha 32 anos, um empresário respeitado que dirigia uma empresa de equipamentos de combate a incêndio no Idaho. Tinha mais de 4.000 horas de voo registradas. Quatro mil horas. Não é hobbyista de fim de semana, é um piloto sério. Era membro da unidade de busca e resgate aérea do condado, voava às vezes como Marechal dos EUA substituto. Até transportava prisioneiros para penitenciárias federais. Escoteiro. Voluntário da Cruz Vermelha. O tipo de homem cuja palavra você confia. Então quando esse homem te diz que viu algo impossível no céu naquela tarde, você presta atenção.
Naquele dia, Kevin decolou de Chehalis, Washington. Ia para um show aéreo em Pendleton, Oregon, com parada planejada para abastecimento em Yakima. Céu limpo, vento leve, tempo perfeito para voar. Mas ele decidiu fazer um pequeno desvio. Veja bem, um transporte C-46 do Corpo de Fuzileiros Navais tinha caído em algum lugar perto do Monte Rainier. Trinta e dois fuzileiros navais a bordo. Havia uma recompensa de 5.000 dólares por encontrar o destroço. Isso é uns setenta mil dólares em dinheiro de hoje. Kevin achou que ia passar um tempo vasculhando as encostas da montanha antes de continuar. Então lá estava ele, a uns 2.800 metros de altitude, circulando a uns trinta quilômetros a oeste do Monte Rainier, varrendo os campos de neve em busca de qualquer sinal daquele transporte derrubado. Eram apenas alguns minutos antes das três da tarde. E foi aí que ele viu o primeiro clarão. Um clarão brilhante de luz a nordeste. Seu primeiro pensamento foi outro avião, talvez algum tenente militar num P-51 com o sol pegando nas asas. Kevin vasculhou o céu, preocupado em estar perto demais de outro avião. Tudo que via era um DC-4 a uns vinte e cinco quilômetros atrás dele e à sua esquerda. Mais nada.
Então, uns trinta segundos depois, mais clarões. Uma série inteira deles, vindo do norte do Monte Rainier, a uns trinta ou quarenta quilômetros de distância. Kevin achou que talvez fossem reflexos nas suas próprias janelas, então começou a testar. Balançou o avião de um lado para o outro. Tirou os óculos. Nada mudou. Os clarões continuavam. Foi aí que ele realmente olhou. E os viu. Nove objetos, voando em longa corrente. Brilhantes, lustrosos, refletindo o sol como espelhos. Seu primeiro pensamento foi gansos, mas descartou isso quase imediatamente. Estavam altos demais, brilhantes demais, e se movendo rápido demais. Depois pensou talvez algum novo tipo de aeronave a jato. Começou a procurar bem por asas, caudas, qualquer característica normal de aeronave. Nada. Aquelas coisas eram planas, finas. Tão finas que quando viravam de certo jeito, quase desapareciam contra o céu. Estudei os registros por conta própria, e Kevin as descreveu como parecendo pratos de torta, ou pires, com formato convexo. Arredondadas na frente, afunilando numa ponta atrás. Uma das nove era diferente das outras, mais em formato de crescente. Mas todas se moviam juntas em formação diagonal, esticadas ao longo do que ele estimou serem uns oito quilômetros.
[ A história continua no jogo completo... ]