Boa noite. Sou pesquisador e venho investigando casos militares de OVNIs há uns quinze anos. Tem um incidente que me tira o sono, e é exatamente isso, fico voltando a ele porque tem tudo. Uma testemunha credível, múltiplos observadores corroborando, documentação oficial. Aconteceu em 1º de outubro de 1948, bem acima de Fargo, no Dakota do Norte. Um jovem piloto chamado Gary Forman, vinte e cinco anos, veterano da Segunda Guerra Mundial, entrou num combate aéreo de vinte e sete minutos com algo que desafiava tudo que ele sabia sobre aviação. Olha, Gary não era nenhum hobbyista de fim de semana. Tinha voado missões de combate na guerra, depois serviu como instrutor de voo. Era segundo-tenente da Guarda Aérea Nacional do Dakota do Norte, e tocava uma empresa de construção civil. Homem sério. Não dado a fantasias. Naquela noite ele pilotava um P-51 Mustang num voo de treinamento de travessia com seu esquadrão. Chegaram sobre Fargo por volta das oito e meia da noite, e os outros pilotos decidiram pousar no Aeroporto Hector. Mas Gary olhou para aquele céu limpo de outono, sem uma nuvem à vista, e achou que ficaria no ar para registrar algumas horas de voo noturno. Só ele e as estrelas.
Então lá estava ele, circulando com o Mustang sobre a cidade por volta das nove horas. Tinha um jogo de futebol americano acontecendo no estádio lá embaixo, o time universitário jogando sob as luzes, e ele conseguia ver o campo todo iluminado lá de cima. Notou um pequeno Piper Cub gaguejando a uns cento e cinquenta metros abaixo dele. Achou que era a única outra aeronave na área. Então, pouco depois das nove, avistou algo mais a oeste. No início achou que era a luz traseira de outro avião. Mas quando procurou o contorno das asas, a fuselagem, qualquer coisa que lhe dissesse que era uma aeronave, não havia nada. Só uma luz piscando. Às 21h07 ele chamou a torre do Hector pelo rádio e perguntou se havia outro tráfego na área além dele e do Piper. A torre respondeu que não, nada no radar. No radar é estranho — Marcus. Mas aí acontece o seguinte: eles contactaram o piloto do Piper Cub, um médico chamado A.D. Chambers, e Chambers e seu passageiro confirmaram que também conseguiam ver a mesma luz a oeste. Três observadores independentes agora. Gary disse à torre que ia investigar, e virou o Mustang em direção à luz.
Ele empurrou o acelerador. Um P-51 Mustang conseguia chegar a quinhentos, seiscentos quilômetros por hora com potência máxima, e Gary foi fundo. Achou que fecharia a distância, daria uma boa olhada, reportaria pelo rádio o que encontrou. Mas o objeto simplesmente se afastou dele. Ele não conseguia alcançá-lo numa perseguição em linha reta. Então tentou cortá-lo com curvas, manobrou para interceptar. Foi aí que as coisas ficaram estranhas. Ele se aproximou de frente a uns mil e quinhentos metros de altitude. O objeto veio direto em sua direção, depois passou sobre a cabine a talvez cento e cinquenta metros. Gary o descreveu depois como uma bola de luz, de uns quinze a vinte centímetros de diâmetro. Branco límpido, perfeitamente redondo, sem bordas difusas. Quando acelerava, o piscar parava e ele brilhava constante, mais forte. Sem som. Sem rastro de escape. Sem odor. Só luz. Depois que passou sobre ele, Gary o perdeu de vista por um momento. Então reapareceu, tendo feito um giro completo de cento e oitenta graus, e vinha de volta em sua direção.
[ A história continua no jogo completo... ]