As Panquecas do Rio Eagle

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Obrigado por atender. Ouço seu programa há anos, e nunca imaginei que seria eu ligando com uma história assim. Mas aqui estou, contando a verdade, um homem velho agora, e acho que é hora de contar às pessoas o que realmente me aconteceu em sessenta e um. Meu nome é Jack, e ligo de Eagle River, Wisconsin. O mesmo lugar onde moro a vida toda. O mesmo lugar onde isso aconteceu. Sei o que você tá pensando. Provavelmente já ouviu falar de mim. Os jornais tiveram um dia de glória com minha história. Me chamaram de 'o homem das panquecas' e me pintaram como algum tipo de lunático. Mas estou te dizendo agora, o que vou descrever aconteceu exatamente como digo. Eu tinha sessenta anos na época, não era um garoto com imaginação fértil demais. Era encanador por ofício, tinha uma pequena granja de galinhas como complemento, fazia leilões pela cidade. Até fazia o Papai Noel todo Natal pela Câmara de Comércio de Eagle River. Era um membro respeitado da minha comunidade, e não tinha absolutamente nada a ganhar inventando uma história maluca sobre visitantes de outro lugar.

Era 18 de abril de 1961. Uma terça-feira de manhã. Lembro porque tinha dormido um pouco mais tarde que o normal e estava tomando um café da manhã tardio por volta das onze horas. Sentado na minha mesa da cozinha, quase terminando, quando ouvi aquele barulho lá fora. É difícil descrever com exatidão. Como pneus com sulcos profundos em asfalto molhado, ou talvez como um motor a jato desacelerando. Uma espécie de zumbido giratório que não soava como nada que eu já tinha ouvido. Levantei da mesa e fui olhar pela janela. E foi aí que vi. Havia aquele objeto descendo do céu, caindo reto como um elevador. Era prateado, mas mais brilhante que cromo, a forma como pegava a luz do sol da manhã. Em formato de duas tigelas ou dois pratos virados um de frente pro outro e pressionados pelas bordas. Dava pra ver o que pareciam canos de escape ao redor da borda, uns quinze a vinte centímetros de diâmetro. A coisa toda tinha uns três metros e meio de altura e uns dez metros de diâmetro.

Saí pra varanda pra ver melhor. Estou te dizendo a verdade, a coisa desceu e parou bem acima do chão no meu quintal, talvez trinta centímetros acima da grama. Simonton era conhecido na cidade, esse detalhe ficou comigo - Elise' Nunca tocou de verdade, só pairava ali, completamente silencioso agora que parou de se mover. A superfície era lisa, sem emendas, como nada que eu já vi fabricado. Sem rebites, sem marcas de solda, nada. Só aquele metal prateado perfeito que parecia mais pesado que alumínio mas mais leve que aço. Aí uma escotilha se abriu no lado. Eu nem tinha visto onde estava a emenda até ela abrir. A abertura ficava a uns metro e meio do chão, talvez setenta e cinco centímetros de largura e um metro e oitenta de altura. E lá dentro, dava pra ver três homens. Pelo menos, pareciam homens. Tinham uns um metro e cinquenta, talvez cinquenta e seis quilos cada. Tez escura, sem barba, e lembro de pensar que pareciam italianos. É a melhor forma que consigo descrever. Rapazes italianos bonitos, entre vinte e cinco e trinta anos. Todos vestidos igual. Roupas azul-escuro ou preto, como uniformes de malha com gola rulê. Usavam essas toucas ajustadas na cabeça, como capacetes de malha do mesmo material das roupas. Um deles vestia um terno de duas peças preto, e notei depois que outro tinha uma faixa vermelha descendo na perna da calça.

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