Boa noite. Pesquiso casos de recuperação de destroços há quase vinte anos, e estou ligando sobre um que aconteceu bem do outro lado da fronteira de onde moro. Agosto de 1974, no deserto de Chihuahua, perto de um pequeno vilarejo chamado Coyame. O que torna esse caso diferente — e vou te dizer por que me tira o sono — é que temos dados de radar, temos interceptações de comunicações militares, e temos um documento que veio à tona em 1992 com detalhes tão específicos que ou alguém se esforçou extraordinariamente pra falsificá-lo, ou algo extraordinário de fato aconteceu. Na noite de 25 de agosto de 1974, por volta das dez da noite, o radar de Defesa Aérea dos EUA captou um objeto desconhecido sobre o Golfo do México. Se movia a cerca de 4.000 quilômetros por hora, altitude de 22.000 metros, numa trajetória que o levaria ao espaço aéreo americano perto de Corpus Christi. A princípio calcularam que fosse um meteoro. Mas então fez algo que meteoros não fazem. Desacelerou. Mudou de curso. Virou numa direção e começou a descer em etapas — não em arco suave, mas em degraus nivelados, mantendo cada altitude por cerca de cinco minutos antes de cair de novo. Duas instalações militares separadas o rastrearam 800 quilômetros dentro do território mexicano antes de ele sumir das telas perto de Coyame.
Agora eis o detalhe, e foi isso que chamou a atenção da CIA. Cerca de uma hora depois que aquele objeto desapareceu, o tráfego de rádio civil indicou que um pequeno avião tinha caído na mesma área. Um Cessna de El Paso com destino à Cidade do México. Os dois objetos sumiram do radar no mesmo local, ao mesmo tempo. Na manhã seguinte, as autoridades mexicanas iniciaram uma busca pelo avião. Por volta das dez e meia da manhã, avistaram destroços do ar. Então, minutos depois, um segundo local de acidente alguns quilômetros adiante. O relatório de rádio o descreveu como circular, metálico, aparentemente intacto apesar dos danos visíveis. Logo depois daquela transmissão, as autoridades mexicanas decretaram completo silêncio de rádio. Os americanos tinham ouvido tudo. o silêncio depois de um acidente de avião parece estranho - Frank' A CIA já estava reunindo uma equipe de recuperação em Fort Bliss antes mesmo dos mexicanos chegarem ao local do acidente. Pedidos foram feitos por canais diplomáticos oferecendo assistência. O México recusou. Recusou terminantemente. Mas imagens de satélite mostraram tanto os destroços do avião quanto esse objeto em formato de disco sendo carregados em caminhões de plataforma. O comboio seguiu para o sul.
É aqui que a coisa fica sombria. A equipe americana estava posicionada e pronta — helicópteros pintados em areia sem nenhuma marcação, um Sea Stallion e três Hueys. Eles monitoravam tudo. E então o comboio mexicano simplesmente parou. No meio do deserto, longe de qualquer cidade ou estrada importante. Toda comunicação de rádio da equipe de recuperação cessou. Um sobrevoo em alta altitude mostrou caminhões com portas abertas e corpos no chão. Cada membro da equipe de recuperação mexicana estava morto. A decisão foi tomada de intervir. A equipe americana cruzou a fronteira naquela tarde usando equipamento completo de proteção biológica. Quando chegaram, encontraram os soldados mexicanos ainda em seus caminhões, a maioria deles. Alguns tinham desabado fora dos veículos. Sem sinais de combate. As armas deles não tinham sido usadas. O disco ainda estava na plataforma, prateado como aço polido, com uns cinco metros de diâmetro e talvez metro e meio de espessura. Sem janelas, sem portas, sem marcações de nenhum tipo. Havia um buraco de uns trinta centímetros numa seção da borda e uma amassado de uns sessenta centímetros de largura. O peso estimado era de cerca de 680 quilos. o objeto não tinha marcas de fabricação de nenhum tipo - Pesquisador'
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