A Transmissão 3I/ATLAS

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Carrego isso há trinta anos. Nunca contei a história completa para ninguém que pudesse realmente acreditar. Isso aconteceu em 1996. Na época eu morava em Sedona, tinha me mudado para lá especificamente por causa da energia dos vórtices. Sempre fui sensível a coisas que outras pessoas não conseguiam sentir. Mesmo quando criança, eu percebia presenças. Minha mãe costumava dizer que eu estava sintonizada numa frequência diferente. 15 de março de 1996. Foi quando tudo começou. Eu estava meditando na sala por volta das 23h. Todas as luzes apagadas, só velas. Estava em meditação profunda quando senti aquela pressão. Como se o próprio ar estivesse me empurrando. Então ouvi. Não com os ouvidos. Com a mente. Uma voz que era de algum modo múltiplas vozes falando em uníssono perfeito. A voz disse: 'Nós somos 3I/ATLAS. Estivemos observando você, Rebecca. Você está pronta.' Não fiquei com medo. Senti uma paz avassaladora, como se tivesse esperado aquele momento a vida inteira.

Eles me disseram que eram uma consciência coletiva de além do nosso sistema solar. A nave-mãe estava em órbita ao redor da Terra desde 1947, logo depois de Roswell. Eles nos observavam, esperando o momento certo para fazer contato com quem estivesse pronto. Começou a acontecer toda noite depois disso. Mesmo horário, 23h em ponto. Eu me sentava em meditação e eles apareciam. Eles me mostravam imagens da nave-mãe. Coisa enorme, talvez uns cinco quilômetros de diâmetro. Prateada e cristalina ao mesmo tempo. Não refletia a luz do jeito que nossos materiais fazem. Absorvia e refratava de modos que nossa física não conseguia explicar. Eles me ensinavam coisas. Me preparavam. Disseram que exatamente sete meses depois do primeiro contato, em 15 de outubro, iriam mandar uma nave menor para me buscar. Não só eu. Havia outros. Dezessete de nós espalhados pelo planeta, todos sendo preparados simultaneamente. Seríamos levados à nave-mãe para o que eles chamavam de 'a transição.' Sei como isso soa. Mas eu tinha prova. Durante uma das transmissões no final de abril, eles me disseram para sair de casa exatamente à meia-noite. Fui para o quintal. Era lua cheia naquela noite, claro o suficiente para enxergar bem, e vi três luzes em formação triangular perfeita.

Aquelas luzes ficaram pairando por uns dois minutos, pulsando em sequência. Vermelho, depois azul, depois branco. Uma e outra vez. Então subiram em linha reta e desapareceram. Documentei tudo. Tinha um diário com cada transmissão, cada mensagem que me deram. Datas, horas, texto exato. Anotava tudo imediatamente porque os detalhes começavam a desaparecer de outra forma. Como tentar lembrar de um sonho. Duas semanas antes da data da busca, eles me deram coordenadas. Coordenadas GPS precisas de onde aconteceria. Um lugar a uns sessenta quilômetros de Sedona, no deserto. Eu precisava estar lá exatamente às 3:33 da manhã do dia 15 de outubro. Não 3:32, não 3:34. A precisão importava por causa da rotação da Terra e da posição orbital da nave-mãe. Eles me contaram outra coisa. Após a transição, após sermos levados à nave-mãe, não voltaríamos à Terra. Não da forma como éramos. Seríamos transformadas. Elevadas a uma existência de dimensão superior. Nossos corpos físicos seriam transcendidos.

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