Estou ligando de Petrozavodsk. Trabalho no porto aqui, já faz doze anos. Estivador, turno da manhã. E te digo, eu sei o que vi naquela manhã. 20 de setembro de 1977. Eu tava lá. Olha, eu não sou do tipo de ver coisas. Trabalho com manifesto de carga e cronograma de guindastes. Coisas concretas. Mas o que aconteceu naquela manhã, eu vi com meus próprios olhos junto com pelo menos mais oito homens no cais. Era mais ou menos quatro da manhã, ainda escuro. A gente tava carregando um cargueiro antes da luz do dia.
Um dos caras, Dmitri, avistou primeiro. Ele tava olhando em direção ao lago Onega, e simplesmente para. Para de se mover completamente. Aí ele diz, bem quietinho, 'O que é aquilo?' E a gente se vira pra olhar. Tem uma luz. Vindo da direção do lago. A princípio achei que fosse um barco com holofote. Mas tava se movendo errado. Muito alto, pra começo de conversa. E não se movia como barco. Movia-se devagar, constante, subindo. E a luz não era luz de barco. Era mais intensa. De uma cor estranha, difícil de descrever. Entre azul e vermelho, mas nenhum dos dois.
Conforme se aproxima de Petrozavodsk, muda. A luz se espalhava acima da cidade. E eu juro pra você, parecia exatamente uma água-viva gigante. Só consigo descrever assim. Uma água-viva enorme e luminosa flutuando no céu. O corpo principal era esse núcleo brilhante, e aí tinha esses... tentáculos de luz descendo dele. Raios finos, brancos, se movendo lentamente. Iluminava prédios. Iluminava a rua abaixo. As pessoas na rua pararam de se mover. Pude ver isso daqui. Só ficavam paradas olhando. Durou uns quatro minutos. Depois se afastou em direção ao sudeste e sumiu. No dia seguinte, o jornal local noticiou. Muitas testemunhas. O governo soviético disse que era um míssil. Mas eu vi o que vi. mísseis não fazem aquilo - Dmitri'
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