Preciso falar sobre algo que aconteceu no meu país. Algo que o governo investigou, documentou, fotografou e depois enterrou por vinte anos. Sou pesquisador. Passei anos estudando o que aconteceu na ilha de Colares no norte do Brasil. E acredito, com tudo que tenho, que o que aquelas pessoas sofreram foi real. E que as autoridades sabiam. Deixa eu te contar sobre o verão de 1977. Sobre as luzes que desceram do céu sobre as vilas de pescadores. Sobre a investigação que ninguém deveria saber.
Os primeiros relatos eram isolados. Pescadores no rio vendo luzes estranhas se movendo abaixo da superfície da Baía de Marajó. Luzes que não se comportavam como nada que eles jamais tinham visto. Subiam da água, pairavam sobre os barcos, depois disparavam em velocidades impossíveis. Os pescadores começaram a ficar com medo de sair à noite. Depois as luzes começaram a ir até as casas. Vindo pela janela. Pela porta. Uma mulher relatou acordar com um feixe de luz pressionando contra o seu peito, incapaz de se mover, incapaz de gritar. Quando acabou, tinha marcas circulares na pele. Feridas pequenas, em forma de agulha. Ela foi ao médico. O médico não soube explicar.
Os moradores deram um nome a elas. Chupa-chupa. Significa sugador. Porque o que quer que fossem essas coisas, elas estavam atacando pessoas. Mirando nelas com feixes de luz que as deixavam paralisadas, queimadas e drenadas. Os ataques seguiam um padrão. A vítima via uma luz se aproximando, geralmente verde num primeiro momento, às vezes vermelha. A luz pousava no corpo. A vítima ficava incapaz de se mover. O feixe pulsava, e elas descreviam uma sensação de sucção, como algo sendo retirado de dentro. Quando acabava, a vítima ficava tonta, anêmica, exausta por dias. Uma mulher perdeu consciência e acordou com queimaduras em círculo no pescoço. Um homem perdeu visão temporária. O Capitão Silva investigou duzentas vítimas. Duzentas. marcas semelhantes em todos os casos - Investigador'
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