Ei. Já contei essa história tantas vezes ao longo dos anos que sei de cor. Cada detalhe. Mas ainda me arrepia quando penso naquela noite. 2 de novembro de 1957. Eu tava trabalhando numa fazenda na época, eu e meu amigo Tommy, e a gente tava dirigindo minha caminhonete na Route 116, umas quatro milhas a oeste de Levelland. Pouco depois das onze da noite. Minha esposa diz que eu devia ligar pro seu programa porque ela ouve toda semana, então aqui estou. E te digo, o que aconteceu naquela noite mudou tudo. Não só pra mim, mas pra cidade inteira. Quando aquela noite acabou, quinze pessoas tinham ligado pra polícia. Quinze chamadas separadas sobre a mesma coisa. A gente tava voltando pra cidade quando eu vi um clarão à minha direita. Uma luz azul brilhante, tipo relâmpago, mas não era relâmpago. Tinha chovido mais cedo, mas aquilo era diferente. A luz foi ficando cada vez mais intensa, e aí percebi que tava se movendo. Vindo em nossa direção. Eu disse pro Tommy, falei, 'Que diabos é aquilo?' E ele também tava olhando, mas não disse nada. Só ficou encarando. Porque agora a coisa tava chegando perto, e dava pra ver que não era tempestade. Era algo sólido. Algo enorme.
A coisa veio direto pra cima de nós, e foi aí que tudo deu errado com a caminhonete. Os faróis simplesmente apagaram. Um segundo estavam acesos, no segundo seguinte, nada. E o motor, simplesmente parou. Sem engasgar, sem aviso. Parou de vez. E esse objeto passou bem por cima de nós. Eu pulei fora da caminhonete porque fiquei apavorado, sabe o que quero dizer? Caí no chão, literalmente fui ao chão na beira da estrada. Chamei o Tommy mas ele ficou dentro da cabine. Ficou paralisado. Eu tava deitado no chão e aquela coisa passando sobre a minha caminhonete, uns 45, 60 metros acima. O calor que irradiava, eu sentia nas minhas costas. Era intenso. E o som, tipo trovão,[ tipo um trem de carga, aquela vibração grave que você sente no peito. A caminhonete inteira tava tremendo por causa disso. Parecia um torpedo. É a melhor descrição que consigo dar. Uns 60 metros de comprimento, brilhando em amarelo e branco, absurdamente luminoso. Se movendo rápido, talvez 900, 1200 quilômetros por hora. Passou direto sobre a gente e disparou em direção ao leste, e no momento em que sumiu, as luzes da caminhonete voltaram por conta própria. Simplesmente acenderam de novo.
Voltei pra caminhonete e tentei a ignição. Deu partida na hora, sem problema. Como se nada tivesse acontecido. Mas algo tinha acontecido, sabe? Tommy e eu nos olhamos e ficamos em silêncio por um minuto. Aí eu disse que precisávamos contar pra alguém. Fomos até Whiteface, umas dez milhas a oeste de Levelland, e achei um orelhão. Liguei pra polícia de Levelland. Tinha um oficial de plantão, um cara chamado Tyler Marsh, e tentei explicar o que a gente tinha visto. A caminhonete parou, as luzes apagaram, essa coisa enorme e luminosa voou por cima de nós. Dava pra ouvir na voz dele que ele não acreditava em mim. Provavelmente achou que eu tinha bebido. Mas eis o detalhe. A gente não foi o único. Mais ou menos uma hora depois que ligamos, outras pessoas começaram a ligar pra delegacia. Mesma história. A mesma maldita coisa. Um cara chamado David Wells, ele tava dirigindo quatro milhas a leste de Levelland, exatamente na direção que aquela coisa tinha ido. Ele fez uma curva e lá estava, parado no meio da estrada. Em formato de ovo, ele disse, uns 60 metros de comprimento, brilhando como letreiro de néon. Iluminava tudo ao redor. O motor do carro dele parou e os faróis apagaram, igualzinho ao que aconteceu com a gente. Ele saiu do carro, e a coisa subiu, foi direto pra cima, e quando chegou uns 60 metros de altura, as luzes piscaram e sumiu. O carro dele deu partida na mesma hora. a interferência elétrica é relatada em múltiplos casos - Felix'
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