Encontro com o Ser de Ilkley Moor

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Olá. Tinha acordado desde as seis e meia daquela manhã. Primeiro de dezembro de 1987. Minha esposa não parava de me dizer para parar de andar pela casa assim. Fui policial em Londres por quatro anos, me aposentei, me mudei para cá para ficar mais perto da família dela. De qualquer forma, tinha decidido atravessar a charneca a pé para visitar meu sogro em East Morton. Ainda estava escuro quando saí, por volta das sete e quinze. Nublado, como uma típica manhã de inverno em Yorkshire. Trouxe minha câmera porque tinha ouvido histórias sobre luzes estranhas na charneca. As pessoas falam sobre elas na vila. E também trouxe uma bússola, caso o nevoeiro chegasse. O que acontece, e rápido, especialmente no inverno.

A charneca pode ser sinistra mesmo durante o dia. Naquela hora estava só escura, ventosa e úmida. Passei pelo White Wells, aquele velho prédio com a nascente natural, depois peguei um caminho subindo uma encosta íngreme. Havia algumas árvores à frente e eu estava indo nessa direção. Conforme me aproximava das árvores, ouvi um som de zumbido. Baixo, meio constante. Achei que era uma aeronave que não conseguia ver por causa das nuvens. O caminho descia perto do topo da colina, contornando essa cavidade enorme. E foi então que algo chamou minha atenção. Movimento. Virei e havia uma pequena criatura verde parada ali. Uns um metro e vinte de altura, talvez a uns dez metros de mim.

Gritei: 'Ei!' Não sei por quê. Saiu assim. A coisa virou e acenou o braço para mim, de forma desdenhosa. Como se estivesse me dizendo para ficar para trás. Era verde-escura, com uma cabeça desproporcional e esses braços longos e finos que só pendiam. Lembrei que tinha minha câmera e tirei uma foto. Só uma. Então ela correu. Não caminhou, correu. Mais como uma corrida desajeitada, mas rápida. Mais rápida do que uma pessoa deveria se mover. Desapareceu atrás de um afloramento rochoso e não sei o que me tomou conta, mas saltei pelo barranco e a persegui. Impulso puro. Dobrei a esquina e ela havia sumido. Mas então o vi.

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