Olá. Meu nome é Derek, e estou ligando do País de Gales. Isso aconteceu quando eu tinha dez anos, em fevereiro de 77. Escola Primária de Broad Haven. Preciso contar o que vimos naquele dia. Então, eu era cético por natureza, sabe? Mesmo sendo criança. Naquele horário de almoço, sexta-feira, 4 de fevereiro, ouvi alguns dos outros meninos falando sobre discos voadores. Diziam que tinham visto algo no campo atrás da escola, perto das árvores. Achei que estavam me enganando. Não acreditei em nada disso. Mas depois de soar o sino para as aulas da tarde, decidi ir ver por mim mesmo. Provar que estavam errados, se faz sentido. Fui até o topo do campo de recreio onde disseram ter visto. E foi aí que eu vi também.
Era prateado. Em forma de charuto, com essa cúpula cobrindo o terço do meio. A coisa simplesmente surgiu atrás das árvores por alguns segundos, e então voltou para baixo. Meu avistamento durou talvez dois, três segundos no máximo. Mas eu vi. Claro como a luz do dia. Corri de volta para contar aos outros, e alguns dos meninos que tinham visto antes ainda estavam falando sobre isso. Eles tinham observado por mais tempo do que eu. Três, quatro, cinco minutos, segundo alguns deles. Tinha ficado ali no campo durante o intervalo do almoço, e todos tinham visto direito. Michael, um colega de classe, disse que era prateado com uma grande cúpula em cima e uma luz vermelha piscando. Outro menino, Philip, também viu. Disse que parecia em forma de disco com uma cúpula e uma luz no topo. Era um dia nublado, chuvoso, mas todos nós vimos algo. Isso não há dúvida.
E aqui está a parte realmente estranha. Alguns dos meninos — não eu, mas alguns deles — disseram que viram uma figura. Uma figura alta em um traje prateado parada ao lado da nave. David e Tudor foram os que chegaram mais perto. Eles disseram que essa figura era prateada, parecia estar usando algum tipo de traje. Estavam apavorados. Tudor estava quase chorando porque achava que ia ser desintegrado ou algo assim. Todos corremos para dentro depois disso. Os professores não acreditaram em nós. Nenhum deles. Tentamos explicar o que tínhamos visto, tentamos fazer o diretor vir olhar, mas ele se recusou. Achava que estávamos inventando. Então, na manhã de segunda-feira, ele nos separou. Nos colocou em salas diferentes e pediu para desenharmos o que tínhamos visto. Imaginou que, se estivéssemos mentindo, os desenhos seriam todos diferentes.
[ A história continua no jogo completo... ]