Agradeço por atender esta ligação. Passei dezenove anos na Defense Intelligence Agency antes de me aposentar, e mais oito anos fazendo pedidos pela Lei de Liberdade de Informação sobre assuntos que a maioria das pessoas nem sabe que existem. Minha esposa diz que me tornei obcecado. Ela talvez esteja certa. Está tudo nos arquivos. O que estou prestes a contar diz respeito a uma das decisões mais consequentes já tomadas sobre OVNIs neste país, e quase ninguém entende o que realmente aconteceu. Falo do Painel Robertson. Janeiro de 1953. Quatro dias que mudaram tudo sobre como seu governo fala sobre objetos voadores não identificados. Está tudo nos arquivos. O relatório completo foi classificado por mais de vinte anos. Mesmo depois de divulgarem, tentaram esconder o envolvimento da CIA. Li o relatório original dos procedimentos do painel, os memorandos internos, os arquivos desclassificados. O que encontrei me fez perceber que o encobrimento de OVNIs não é sobre alienígenas. É sobre controle.
Para entender o Painel Robertson, você precisa entender o que aconteceu no verão de 1952. Naquele julho, os Estados Unidos viveram a mais intensa onda de avistamentos de OVNIs de sua história. Mais de 1.500 relatórios só naquele ano, a maioria concentrada nesses meses de verão. O Projeto Blue Book da Força Aérea se afogava em casos que não conseguia explicar. Mas o que realmente acionou alarmes em Washington aconteceu bem acima da capital da nação. Na noite de 19 de julho de 1952, um controlador de tráfego aéreo no Aeroporto Nacional de Washington avistou sete objetos em seu radar. Sem planos de voo. Sem transponders. Se movendo de formas que não faziam sentido. Seu supervisor também os observou e disse mais tarde que souberam imediatamente que uma situação muito estranha existia. Os movimentos eram completamente radicais comparados a aeronaves comuns. Controladores na Base Aérea de Andrews confirmaram os mesmos alvos. Pilotos comerciais relataram ver luzes brilhantes. Os objetos apareciam, manobrava m erraticamente, depois sumiam no momento em que interceptores F-94 Starfire chegavam do Delaware. Quando os jatos ficavam sem combustível e iam embora? Os objetos voltavam. Um controlador sênior ficou convencido de que monitoravam o tráfego de rádio e agiam de acordo.
Uma semana depois, 26 e 27 de julho, aconteceu de novo. Mesmos aeroportos, mesmas assinaturas de radar, mesmo comportamento inexplicável. Um piloto da Força Aérea perseguiu quatro objetos brancos e brilhantes e relatou que eles rodearam sua aeronave. O controle em terra perguntou o que ele via, e sua resposta foi — e cito a transcrição — 'Posso vê-los agora e estão ao meu redor. O que devo fazer?' Ninguém respondeu porque ninguém sabia o que dizer a ele. A imprensa enlouqueceu completamente. Manchetes pelo país inteiro gritavam sobre discos voadores sobre a capital. meu pai estava estacionado em Andrews naquele verão, falou sobre aquelas noites até morrer - Ivan' Um jornal do Iowa publicou a manchete 'PLATILHOS ENXAMEIAM A CAPITAL' em letras pretas enormes. O ajudante militar do Presidente ligou para o chefe do Blue Book exigindo respostas. A Casa Branca queria saber o que estava acontecendo. Em 29 de julho, a Força Aérea realizou sua maior coletiva de imprensa desde a Segunda Guerra Mundial. O Diretor de Inteligência da Força Aérea se postou no Pentágono e disse a repórteres que os pontos no radar eram provavelmente inversões de temperatura. Ar quente sobre ar frio dobrando as ondas de radar. Caso encerrado. Mas os operadores de radar que estavam lá? Não compraram isso por um segundo. Sabiam como inversões de temperatura apareciam em seus monitores, e aquilo não era isso.
[ A história continua no jogo completo... ]