As Mensagens no Lago Pineville

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Acabei de ouvir seu segmento sobre comunicações estranhas, e preciso contar o que aconteceu comigo e com a minha melhor amiga. Era o final de junho de 2015. Eu tinha vinte e dois anos, morando de volta em Pineville depois da faculdade. Cidade pequena, sabe, todo mundo se conhece. É assim nas cidades pequenas. Minha amiga Rachel era minha melhor amiga desde o ensino fundamental. Fazíamos tudo juntas. Começou numa terça à noite. Eu estava na cama, quase dormindo, quando meu celular vibrou. Mensagem de um número que não reconheci. Quase ignorei, mas algo me fez olhar. A mensagem dizia, 'Você escolhida. Vem lago meia-noite. Esperamos.' Assim mesmo. Português estranho, fraseado esquisito. Fiquei olhando por um minuto, depois deletei. Número errado, obviamente. Alguma pegadinha. Mas então Rachel me mandou mensagem uns dois minutos depois. Ela disse, 'Você acabou de receber uma mensagem estranha?' Meu estômago afundou. Liguei pra ela na hora.

Rachel recebeu a mesma mensagem. Mesmo português estranho, mesmo fraseado esquisito. Número desconhecido diferente, mas as mesmas palavras: 'Você escolhida. Vem lago meia-noite. Esperamos.' Ficamos no telefone por quase uma hora, indo e voltando sobre o que podia ser. Uma pegadinha, né? Tinha que ser. Mas quem faria isso com as duas ao mesmo tempo? E como conseguiram nossos números? Falamos em chamar a polícia, mas o que diríamos? Que alguém mandou uma mensagem estranha? Por volta das onze da noite, as duas recebemos outra mensagem. Dizia: 'Sem medo. Queremos ajudar. Vem beira da água. Traz mente aberta.' A de Rachel dizia a mesma coisa. Palavra por palavra. Estávamos ficando abaladas, mas havia outra coisa também. Curiosidade, acho. Ou talvez algo nos estivesse puxando para lá. Eu sei que soa estranho, mas parecia que devíamos ir. Às onze e meia, recebemos uma terceira mensagem: 'Só hoje. Meia-noite. Pineville Lake. Vem agora ou nunca.' Foi aí que tomamos a decisão. Íamos. Não sei por quê, era estúpido, as duas sabíamos que era estúpido, mas tínhamos que saber do que se tratava.

Busquei Rachel na casa dela por volta das onze e quarenta. O trajeto até o Pineville Lake é de uns dez minutos da cidade. É um lago pequeno cercado de árvores, não muito desenvolvido. Tem uma área de estacionamento e uma pequena praia onde as pessoas nadam durante o dia. À noite, fica completamente vazio. Ninguém vai lá depois do anoitecer. Durante todo o trajeto, nenhuma de nós disse muito. Lembro que minhas mãos estavam tremendo no volante. Rachel ficou verificando o celular, mas não chegaram novas mensagens. Quando entramos no estacionamento, estava completamente escuro, exceto pelos meus faróis. Nenhum outro carro. Nenhuma luz em lugar nenhum. Desliguei o motor e ficamos sentadas ali por um minuto no escuro. Era uma noite quente, úmida, e dava pra ouvir grilos em todo lugar. O lago estava completamente parado. Mal conseguia distinguir a água através das árvores. Verificamos nossos celulares. Sem sinal por lá. Nunca teve boa recepção no lago. Olhei o horário: onze horas e cinquenta e oito minutos. Dois minutos para a meia-noite. Rachel disse: 'A gente não precisa fazer isso.' Mas as duas saímos do carro. Caminhamos pelo caminho até a área da praia, usando a lanterna do meu celular pra ver por onde andávamos. A areia estava fresca sob os pés. As duas tínhamos calçado sandálias. E então ficamos paradas na beira da água, esperando.

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