Oi! Estou ligando porque o que eu vi, o que todos nós vimos, precisa ser dito. Meu nome é Margaret, e trabalhei no Willowbrook Care Center aqui em Millfield por quase trinta anos. Era supervisora noturna, então conhecia aquele prédio melhor do que minha própria casa. Cada quarto, cada residente, cada barulho que a estrutura velha fazia quando esfriava à noite. Quando digo que algo estava errado naquele lugar, você precisa entender que não sou o tipo de pessoa que imagina coisas.
Começou com o Sr. Phillips no quarto 307. Ele tinha noventa e dois anos, lúcido como uma faca apesar da idade. Apertou o botão de chamada por volta das duas da manhã. Lembro porque eu tinha acabado de terminar minha ronda no segundo andar. Quando cheguei ao quarto dele, ele estava sentado na cama, branco como um lençol, apontando para baixo da cama. Disse que havia mãos lá embaixo. Muitas mãos. Olhei, é claro. Não havia nada. Mas ele insistia. Disse que eram mãos de todos os tamanhos, agarrando o estrado da cama, os dedos dobrados sobre a madeira. Ficaram lá por uns dez minutos, ele disse, só segurando.
Dois dias depois, a Sra. Henderson no 312 relatou a mesma coisa. Depois o Sr. Alvarez no 305. Depois a Sra. Chen no 310. Todos eles, mesma história. Mãos embaixo da cama, dezenas delas, de todos os tamanhos, agarrando firme no estrado ou no chão. Viam-nas à noite, geralmente entre duas e quatro da manhã. E então iam embora. Sem som. Só... desapareciam. Chamamos um psiquiatra. Ele disse que era delírio em massa, que idosos em lares de idosos às vezes compartilhavam alucinações. Mas aí eu os vi também. Tarde de uma quinta-feira. Entrei no quarto do Sr. Phillips pra verificar a medicação e parei no meio do quarto. Havia mãos embaixo da cama. Muito reais. Muito quietas. elas não puxavam nada, só seguravam - Margaret'
[ A história continua no jogo completo... ]