Encontro com os Homens de Preto

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Sou médico. Exerço a medicina há trinta anos. Digo isso logo de cara porque quero que entenda que não sou nenhum maluco. Sei como o corpo humano funciona, entendo de fisiologia, passei minha carreira lidando com fatos e evidências. O que aconteceu comigo em setembro de 1976 não deveria ser possível. Mas aconteceu. Na época, eu tinha cinquenta e oito anos, morando aqui em Old Orchard Beach. Sou alergologista de formação, fiz muita pesquisa sobre esclerose múltipla. Mas também fui me interessando por hipnoterapia ao longo dos anos. É uma ferramenta médica legítima, sabe. Ajuda com controle da dor, ansiedade, todo tipo de coisa. Bom, naquele ano, tinha sido solicitado para consultar um caso lá em Oxford, Maine. Um homem chamado Daniel Stevens afirmava ter sido abduzido por um OVNI no ano anterior, 1975. Queriam que eu o hipnotizasse, para ver se conseguíamos recuperar alguma memória da experiência.

Bom, vou ser honesto com você, eu era cético sobre toda essa questão de OVNI. Mas o caso me fascinou. Sob hipnose, esse homem descrevia esses seres, essas entidades com cabeças em forma de cogumelo dentro de uma nave. Os detalhes eram tão específicos, tão consistentes. Me mantinha acordado à noite, pensando nisso. Tinha gravado várias sessões, mantinha notas cuidadosas. Curiosidade profissional, entende o que quero dizer? Então era começo de setembro, uma quinta-feira à noite. Minha esposa e os filhos tinham ido ver um filme no cinema ali na rua. Eu tinha ficado em casa, pensei em rever algumas fitas das sessões. A casa estava quieta, só eu. Por volta das oito horas, o telefone tocou. Peguei, e havia essa voz do outro lado. Fraca, meio estranha. O homem disse estar ligando de um orelhão, disse que era vice-presidente da Organização de Pesquisa de OVNIs de Nova Jersey. Disse ter ouvido falar do meu trabalho no caso Stevens e que estava na área, queria saber se podia passar para conversar.

Deveria ter dito não. Quer dizer, normalmente não deixo estranhos virem à minha casa à noite. Mas algo no jeito como ele perguntou, não sei. Dei meu endereço. Desliguei o telefone. Fui até a porta da frente para acender a luz da varanda para ele saber qual era a minha casa. Temos uma porta de vidro temperado, dá para ver direto através dela. Aí está a coisa. Quando liguei aquele interruptor e olhei lá fora, ele já estava lá. Já subindo os degraus. Não devia ter passado mais de trinta segundos desde que eu desliga o telefone. O orelhão mais próximo fica a pelo menos três, quatro quarteirões. Os orelhões no centro ficam bem longe da praia. Não tinha como ele ter chegado à minha porta tão rápido. Impossível. Mas lá estava ele. E eu abri a porta.

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