A Coisa na Baía Chequamegon

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Isso aconteceu em julho de 1996. Eu e meu amigo Mike vínhamos planejando essa pescaria por semanas. A gente queria explorar a Baía Chequamegon antes do torneio grande de walleye em agosto, então resolvemos pescar à noite, ver o que estava mordendo depois do anoitecer. Chegamos lá por volta das sete da tarde. Calor, umidade. Uma daquelas noites de verão onde o ar simplesmente pesa sobre você. A gente se instalou na margem norte, longe do acesso para barcos, longe de todo mundo. Era lá que ficavam os grandes. Água funda perto da margem. Mike tinha trazido sua nova lanterna Coleman, aquela potente da qual ele ficava se gabando. A gente botou as linhas na água, abriu uns refrigerantes, e se acomodou. Noite perfeita pra isso. Ou assim a gente pensava.

Por volta das 20h30, Mike disse que precisava voltar. A esposa dele tinha ligado mais cedo e deixado um recado sobre precisar do caminhão de manhã cedo. Ele se sentiu mal, ficou pedindo desculpa, mas eu disse que tava tudo bem. Já tinha pescado sozinho várias vezes. Ele arrumou o equipamento e voltou pra cidade. Só eu depois disso. A baía, a água, as árvores atrás de mim. Sem lua naquela noite, então era escuro breu exceto pela lanterna. Eu conseguia ouvir a água batendo nas pedras, um par de mergulhões se chamando lá longe na baía. Lembro que pensei em como era tranquilo. Como era quieto. É isso que mais lembro da primeira hora sozinho. Só esse silêncio fundo e confortável.

Devia ser umas dez quando ouvi pela primeira vez. Esse som vindo da mata atrás de mim. Não alto, mas distinto. Como algo se movendo pelo mato. Pensei que era um veado. Tem muito veado naquela área. Mas então parou. Silêncio completo por talvez dois minutos. Então o som de novo, mas num lugar diferente. Talvez uns trinta metros à minha esquerda. Depois nada. Então estava à minha direita. Foi aí que comecei a prestar atenção. Porque veado não se move assim. Não circunda. E essa coisa tava definitivamente circulando. Se movendo pelo perímetro do meu acampamento nesse padrão lento e deliberado. Eu conseguia rastreá-la pelo som de galhos quebrando, folhas esmagando. A cada poucos minutos, um pouco mais perto.

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