O Mothman

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Preciso te contar o que vi. O que nós vimos. Meu marido e eu. 15 de novembro de 1966. Logo após meia-noite. E sei como isso soa, mas juro que cada palavra é verdade. Estávamos com outro casal, Steve e Mary. Voltávamos de uma visita a amigos. Pegamos a Route 62 ao norte da cidade, perto da antiga fábrica de TNT. Eu tinha enxaqueca naquela noite, me lembro disso. Gostaria de ter ficado em casa. Você conhece a área do TNT? Fábrica de munições da Segunda Guerra Mundial. Abandonada desde os anos quarenta. Bunkers de concreto em formato de iglu. Cercas enferrujadas. O governo armazenava explosivos lá durante a guerra. Depois que fechou, simplesmente deixaram tudo. Centenas de acres de nada a não ser deterioração. Não devíamos estar lá tão tarde. Mas éramos jovens. Curiosos. Meu marido queria mostrar ao Steve o antigo prédio da usina elétrica.

Vimos duas luzes vermelhas à distância. Perto do antigo armamento da Guarda Nacional. Só pairando lá. Sem se mover. A princípio achamos que talvez houvesse outra pessoa lá fora. Lanternas traseiras de um carro estacionado. Mas conforme nos aproximamos, algo parecia errado. As luzes estavam altas demais do chão. Muito afastadas uma da outra. A uns quinze centímetros entre elas. Meu marido desacelerou o carro. Avançamos uns vinte e sete metros do antigo prédio do armamento. E foi então que percebemos que aquelas não eram luzes de carro. Eram olhos. Olhos vermelhos. Brilhando como refletores de bicicleta nos nossos faróis. E estavam ligados a algo parado em posição ereta. Algo enorme. Avançou para dentro do feixe dos nossos faróis. Dois metros de altura. Talvez mais. O corpo era cinza. Musculoso mas errado. As proporções estavam todas erradas.

Tinha asas. Asas imensas dobradas contra as costas. Não com penas. Coriáceas. Como as de um morcego, mas enormes. A envergadura devia ser de três metros quando dobradas. Talvez mais. O rosto. Não conseguia ver rosto. Só aqueles olhos. Dois círculos vermelhos e imensos onde os olhos deveriam estar. Ardendo. Hipnóticos. Não conseguia tirá-los do olhar. Puxavam algo dentro da minha cabeça. Faziam tudo mais desvanecer. Mary começou a gritar. Isso quebrou o encanto. Meu marido pisou no acelerador. Derrapamos no cascalho e saímos em direção à Route 62. Foi então que abriu as asas. O som. Como lona estalando no vento. E se lançou no ar. olhos e asas são relatados consistentemente - Isla' Nos seguiu. Voou bem acima do carro. Sem bater as asas. Planando. Mantendo ritmo perfeito. Íamos a 160 quilômetros por hora naquelas estradas de terra. Cento e sessenta. E aquela coisa ficava bem conosco. Bem sobre o teto.

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