O Homem-Louva-a-Deus do Musconetcong

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Ei. Guardo isso há anos. Quase duas décadas. E sei como soa, pode crer que sei. Mas sou artista. Observo coisas como profissão. Noto detalhes que outras pessoas ignoram. E o que vi naquele dia no rio Musconetcong não foi minha imaginação. Não foi um truque da luz. Era real. Era biológico. E estava me olhando bem nos olhos. Então vou contar o que aconteceu. Devia ser por volta de 2006, mais ou menos. Eu estava pescando com mosca com meu chefe no rio Musconetcong perto de Hackettstown, em Nova Jersey. O tempo tinha sido ruim por vários dias antes disso. Chuvas fortes. Provavelmente nem devíamos estar lá, honestamente. O rio parecia liso na superfície, mas a correnteza por baixo era excepcionalmente forte. Falando em fincar os calcanhares no cascalho, me inclinar pra trás, e o rio ainda me empurrava bastante. Navegação arriscada, pra dizer o mínimo.

Você precisa entender algo sobre mim. Sempre tive acesso ao paranormal. Sombras de pessoas, fantasmas, seja lá o que for. Já vi coisas a vida toda. Depois de um tempo você meio que aceita. Você vê algo estranho, diz 'tá' e segue em frente. Sempre fui assim. Mas o que encontrei naquele dia era diferente. Não era espírito. Não era um fantasma ou uma aparição. Era uma criatura biológica e viva. E desapareceu no ar quase assim que a vi. Eu estava até o peito no rio. Meu chefe estava a uns cinquenta metros atrás de mim, fazendo a dele. O céu estava branco e pesado, encoberto por toda aquela chuva ruim. Meio da tarde. E foi aí que percebi movimento pelo canto do olho, à minha esquerda. Só uma centelha de algo. Esse trecho do Musconetcong é incomum. A margem oeste beira a Route 46, uma via estadual congestionada de lojas e tráfego. Mas a margem leste, onde pescávamos, beira campos e fazendas. A margem do lado rural subia bem alto, uns três metros. Havia uma faixa de árvores separando o rio dos campos além, mas de vez em quando havia uma abertura, um caminho com uns vinte metros de largura que permitia acesso direto à água.

Quando me virei pra olhar, a criatura estava em uma dessas aberturas. Subia de volta a margem em direção aos campos. Olhava pra mim por cima do ombro esquerdo. A uns quinze, vinte metros de onde eu estava parado na água. Uma coxa de gafanhoto. Foi o que vi primeiro. Mas dobrando pra frente como a de um humano. Depois a forma inteira. Alta, talvez dois metros, não sei bem como dizer. Humanoide. Definitivamente humanoide. Mas com essas qualidades de inseto. Desengonçado e nodoso, como se as articulações estivessem todas erradas, mas ainda dava pra sentir a força nele. Aquela coisa era robusta. até dois metros e meio com membros alongados é específico - Neil' E a cabeça. Triangular, igualzinho a um louva-a-deus. Olhos pretos e imensos inclinados que captavam a luz mesmo através do que quer que tornasse difícil de ver. Porque estava quase transparente. Desbotando. Como uma aparição fantasma, nítido mas translúcido. E desbotava rápido, se ajustando ao fundo.

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