O Mahamba

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Oi, boa noite. Sou bióloga de vida selvagem, mas minha paixão de verdade é a criptozoologia, e tem um caso que me assombra faz anos. Vem do Congo, dos diários de um engenheiro belga chamado Johann Werner, que trabalhou no rio na década de 1880. O que ele documentou, se você realmente sentar com isso, muda tudo que achamos que sabemos sobre crocodilianos. Quero deixar uma coisa clara. O povo Bobangi que vive ao longo do Congo tem uma palavra para crocodilo. Nkoli. Convivem com crocodilos do Nilo há gerações, sabem como um crocodilo é, sabem o tamanho que eles atingem. Uns seis metros, talvez um pouco mais em espécimes excepcionais. Mas insistem que o Mahamba é algo completamente diferente. Não é só um crocodilo grande. É um animal diferente. E os relatos de Werner corroboram isso.

Werner trabalhava num barco a vapor do governo chamado A.I.A., treze metros de comprimento. Ele escreveu que avistar crocodilos enormes no rio era — cito seus diários — relativamente comum. Mas um encontro em particular ficou com ele. Tinha ido a terra pra caçar patos num grande banco de areia. Atirou em um, viu os outros pousarem atrás de um baixo aterro de areia, aí se abaixou e rastejou pelo aterro pra entrar dentro do alcance. Quando ergueu a cabeça pra olhar por cima, os patos estavam lá, uns cinquenta metros à frente. Mas a meio caminho entre ele e os patos estava o maior crocodilo que já tinha visto. Comparou-o ao barco a vapor, a trezentos metros da margem, e calculou que o animal tinha uns quinze metros de comprimento. A crista ao longo do dorso ficava mais de um metro acima da areia onde o ventre repousava. Ele só tinha uma espingarda. não ia querer estar tão perto com só uma espingarda - Ray' Mandou um menino local buscar o rifle e ficou só observando, esperando. O bicho não se mexeu — dormindo ou sem perceber a presença dele. Quando o menino demorou demais, Werner começou a recuar e assustou os patos. Eles voaram e ele atirou, errou, mas o barulho fez o crocodilo disparar em direção à água, levantando areia pra todo lado com uma chicotada da cauda enorme.

Mas eis o encontro que realmente me arrepia. No início de 1888, o barco a vapor de Werner encalhou de repente em água rasa, menos de um metro de profundidade. A proa enterrou na areia, mas a própria areia parecia subir e descer sob eles. A água se agitou estranhamente. Werner pensou de início que tinham batido num hipopótamo, mas não havia profundidade suficiente pra cobrir um. Aí ele viu. Um crocodilo enorme — maior que o A.I.A., mais de treze metros — cruzou o banco de areia em disparada e mergulhou em águas fundas. Tinham literalmente encalhado o barco naquela criatura a uns seis quilômetros por hora. Enterrado na areia. E esse animal, esse ser colossal, se moveu mais rápido do que qualquer crocodilo grande que Werner já tinha visto. Ele não conseguiu nem dar um tiro. E quando olhou, o animal não mostrava marca nenhuma da colisão. O Dr. Roy Mackal documentou relatos similares dos Bobangi nos anos 80. Eles lhe disseram que o Mahamba tem aparência de crocodilo mas chega a quinze metros, às vezes mais. Cava túneis de centenas de metros de comprimento na terra, levando a cavernas onde dorme. E ataca canoas. Come pessoas. Os Bobangi insistiram que não eram simplesmente espécimes grandes de crocodilos comuns. Era outra coisa. Algo que está naquelas águas há muito tempo.

[ A história continua no jogo completo... ]

Experiencie a História Completa

Ouça o relato completo de Denise em Across The Airwaves.
Um jogo de simulação narrativa de rádio paranormal noturno — com muito mais histórias para descobrir. Disponível no Itch.io.