O Homem-Rã de Loveland

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Olá. Obrigado por atender minha ligação. Morei em Loveland a vida toda, e fui policial aqui pela maior parte da minha carreira. É uma boa cidade, quieta, se você entender o que quero dizer. Isso aconteceu na noite de 3 de março de 1972. Era por volta de uma da manhã. Não, espera, devia ser mais perto de uma e quinze porque lembro que 'American Pie' tinha acabado de tocar no rádio. Tinha acabado de tomar um gole de café morno de posto de gasolina, a coisa mais horrível, e só pensava em terminar meu turno. Dirigia na Riverside Drive, perto da fábrica de botas Totes. Aquela rua corre ao longo do rio Little Miami, com só um guard-rail entre o asfalto e uma queda íngreme até a água. Tinha guiado aquele trecho mil vezes. Conhecia cada curva e cada buraco. Ainda havia um pouco de gelo na estrada em manchas, então ia devagar. Não procurava nada estranho. Só procurava o fim do meu turno para poder ir pra casa e dormir.

Meus faróis iluminaram algo na beira da estrada à frente. A princípio, calculei que fosse um cachorro. Temos muitos vira-latas por aqui. Desacelerei, me preparando pra buzinar e assustar. Mas conforme me aproximei, não sei, talvez dez metros ou talvez quinze, a coisa se moveu. E foi aí que percebi que não era cachorro nenhum. Levantou em duas pernas. Como uma pessoa faria. Mas tinha só uns um metro ou um metro e dez de altura. criatura bípede de um metro é incomum - Dylan' A criatura ficou toda iluminada pelos meus faróis. Não consigo te dizer exatamente a altura em centímetros, mas a pele, nunca vou esquecer. Era coriácea. Acinzentada, e refletia a luz como se fosse molhada, como se tivesse acabado de sair do rio. Estava agachada baixo, me encarando através do parabrisa. Tinha um rosto de sapo, ou talvez de lagarto. Boca larga, sem lábios, e aqueles olhos grandes e salientes que refletiam a luz de volta pra mim, brilhando no escuro como os de um animal.

Não fez barulho. Só me observava. Lembro minhas mãos apertando o volante com tanta força que os nós ficaram brancos. Então se moveu. Era rápido, rápido demais pra algo daquele tamanho. Se virou do carro e deu um salto sobre o guard-rail. Não escalou. Só pulou limpo por cima do topo, se você me entende, como se o guard-rail não estivesse lá. Ouvi cair na água com um respingo pesado, e então era só silêncio. Fiquei parado por um longo tempo. Só eu e o som do motor ligado. Por fim engatei o carro e fui direto pra delegacia. Precisava contar pra alguém. Meu parceiro, Mitchell, estava de plantão. Era um cara equilibrado, não do tipo que se abala. Entrei e contei tudo. A pele coriácea, o rosto de sapo, a forma como se movia. Ele me olhou como se eu tivesse perdido o juízo, mas dava pra ver que estava abalado. Concordou em voltar lá comigo pra verificar.

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