Os Rastejantes Noturnos de Fresno

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Sou pesquisador paranormal aqui na Califórnia, e há um caso que me assombra há anos. Preciso falar sobre ele porque o homem que capturou o que pode ser a filmagem de criptídeo mais estranha que já vi não está mais por aqui pra contar sua própria história. O nome dele era Carlos, e o que aconteceu com ele em 5 de novembro de 2007 mudou tudo que eu achava saber sobre o que existe lá fora. Carlos morava no sul de Fresno, um cara comum de meia-idade com uma casa comum e uma vida comum. Mas tinha esse problema. Seu cachorro ficava latindo à noite, simplesmente enlouquecendo no quintal. Noite após noite, aquele bichinho acordava toda a casa com latidos frenéticos. Então Carlos fez o que qualquer um de nós faria. Foi até a loja de eletrônicos e comprou uma câmera de segurança. Montou bem ali na garagem, apontada para o gramado da frente. Calculou que talvez fossem guaxinins, ou adolescentes cortando caminho pela propriedade. Sabe, coisas normais. Aquela primeira noite com a câmera foi 5 de novembro de 2007. Estava frio naquela noite, pelo menos para Fresno, uns 7 graus com umidade bastante alta. Um pouco depois da meia-noite, por volta de doze e quarenta e um da manhã, Carlos acordou com o cachorro absoluta mente doidão. Latindo como se houvesse algo lá fora, como se algo estivesse errado. Então saiu da cama, foi tropeçando verificar o monitor que tinha instalado.

E foi aí que os viu. Bem na tela, atravessando o gramado da frente naquela filmagem granulada em visão noturna. Duas figuras, e te digo, nada que eu tinha estudado me preparou pra como aquelas coisas pareciam. A primeira, a maior, tinha talvez um metro ou um metro e vinte de altura, mas eis o detalhe. Era quase tudo pernas. Pernas impossivel mente compridas e finas com quase nenhum corpo em cima. Sem braços. Sem pescoço visível. Só uma forma pequena e arredondada em cima daquelas pernas de palafita, e a coisa toda era branca pálida, quase brilhando na câmera de infravermelho. A forma que se movia, já vi essa filmagem centenas de vezes, e ainda não consigo explicar. As pernas se moviam suaves, quase fluidas, como se deslizassem. Imagine uma calça branca andando sozinha, mas com essa cabeça ou torso minúsculo em cima. É a melhor forma que Carlos descreveu para o investigador que estudou isso. Atrás da primeira veio uma segunda criatura, menor, talvez metade do tamanho. Se movendo do mesmo jeito, seguindo a maior pelo gramado. Carlos ficou olhando pra sua tela por quase cinco minutos, simplesmente observando essas coisas se moverem pelo quintal. A filmagem mostra elas andando de um lado ao outro do quadro, projetando sombras na grama, sombras físicas reais. Quando finalmente desapareceram fora de cena, Carlos foi acordar seu irmão. Precisava mostrar pra alguém, precisava provar pra si mesmo que não estava ficando louco.

O irmão veio correndo, e rebobinaram a filmagem ali mesmo. Mas é aqui que as coisas ficam complicadas. O sistema de vigilância que Carlos tinha era modelo antigo. Quando você rebobinava a fita pra assistir de novo, gravava por cima do original. Carlos sabia disso. Então antes do irmão chegar ao quarto, Carlos pegou sua câmera de vídeo, o tipo que usaria pra férias em família, e gravou a reprodução direto da tela. Aquela filmagem granulada de segunda geração é tudo que temos agora. O original foi perdido no momento em que rebobinaram. O irmão assistiu, e conversei com pessoas que os conheciam, aquilo não era uma pegadinha elaborada. O irmão foi direto pra fora com uma lanterna, começou a examinar o quintal. E encontrou algo. Pegadas pequenas na terra mole, bem onde aquelas coisas tinham andado. Não rastros de animal, não rastros humanos. Algo mais. Chamou Carlos pra fora, e os dois as viram. Mas sabe o que aconteceu? O clima da Califórnia aconteceu. Chuva veio no dia seguinte, lavou tudo. Quando alguém oficial pôde ir ver a propriedade, não havia mais nada a ver. rastros encontrados por uma testemunha seriam perturbadores - Frank' Carlos ficou aterrorizado. Quero dizer genuinamente, profundamente assustado. As pessoas que o conheciam dizem que ele não saiu de casa por duas semanas depois daquela noite. Era um homem adulto, trabalhava emprego normal, tinha família, e estava com medo demais de andar pela própria porta da frente. Isso te diz algo sobre o que viu, sobre o quanto foi real pra ele.

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