O Vigia do Apartamento

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Obrigada por atender minha ligação. O que aconteceu comigo e com meus amigos, sabe o que quero dizer? Vocês não vão acreditar... Mas aconteceu. Foi no verão de 1998. Julho. Eu tinha dezessete anos, e cinco de nós decidimos acampar nos Pireneus. Fomos de carro até essa área perto de Ribes de Freser, que fica na Catalunha, a umas duas horas ao norte de Barcelona. Uma região linda. Florestas densas, riachos de montanha, o tipo de lugar onde você consegue realmente se afastar de tudo. A gente não era campista experiente coisa nenhuma. Só adolescentes querendo aventura antes de começar a faculdade. Meu amigo Carlos já tinha ido lá com o pai antes, então sabia um bom lugar perto de uma das trilhas. Disse que era reservado, tranquilo. Perfeito para o que queríamos.

A gente caminhou uns três quilômetros de onde deixamos o carro. Encontramos essa clareira que Carlos lembrava, bem plana e agradável, cercada de faias e pinheiros. Tinha um riachinho correndo a uns vinte metros. Montamos as barracas, fizemos fogueira. Era perfeito, sabe? Tarde quente, estrelas começando a aparecer. Estávamos assando linguiças, bebendo cerveja que a gente tinha surrupiado dos pais de alguém, só sendo jovens. Éramos cinco no total. Eu, Carlos, minha amiga Sofia, e dois caras da escola, Marc e Jordi. Ficamos acordados até tarde naquela primeira noite, contando histórias bobas, tentando nos assustar. A coisa normal de acampamento. Por volta das duas da manhã fomos todos para as barracas. Nada de estranho aconteceu naquela noite. Acordamos no dia seguinte, fizemos café da manhã, fomos nadar numa piscina natural que encontramos rio abaixo. Um dia normal. Só na segunda noite é que as coisas ficaram estranhas.

Tínhamos deixado o fogo abaixar até virar brasa. Devia ser por volta das onze, talvez meia-noite. Ainda quente o suficiente para a gente estar sentada de camiseta. A lua não estava no céu, completamente escuro exceto pela luz da fogueira. Lembro porque Sofia queria ir dar uma caminhada e a gente disse que ela estava louca, não dava para ver nada lá fora. Fui eu quem notou primeiro. Eu estava de costas para o fogo, olhando para as árvores, e vi essa... forma. No começo pensei que fosse só uma folha ou algo preso na luz da fogueira. Mas estava se movendo. Não como folha no vento, de propósito. Girando. Não disse nada no começo. Achei que meus olhos estavam me pregando uma peça. Mas aí Carlos falou: 'Vocês estão vendo aquilo?' E eu soube que não estava imaginando. Todos nos viramos para olhar. Essa coisa estava de pé, se é que dá para chamar de de pé, a uns dez metros do nosso acampamento, na borda da clareira.

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