O Horror de Enfield

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Ei. Já contei essa história umas cem vezes, e ainda me arrepia. Aqui está o que aconteceu. Moro em Enfield. É uma cidadezinha no sul de Illinois, umas 750 pessoas em 1973. Lugar quieto. Nunca acontecia nada aqui, sabe? Até aquela noite em abril. Era 25 de abril de 1973. Quarta-feira à noite. Lembro porque tinha acabado de voltar de uma reunião da igreja, devia ser por volta das dez da noite. Parei na frente de casa, saí do carro, ia em direção à porta da frente quando ouvi aquele barulho de arranhar. Arriii, arriii, arriii. Como algo com garras tentando entrar. Meu primeiro pensamento foi um urso. A gente não vê muito urso por aqui, mas acontece às vezes. O bicho grande tentando pegar o lixo ou algo assim. Então abri a porta com cuidado, só uma fresta, e olhei pra fora.

E o que eu vi, nunca vou esquecer enquanto viver. Estava parado ali entre as duas roseiras, a uns quatro metros de onde eu estava. O vento soprava forte naquela noite, e à luz da varanda eu via aquela coisa claramente. Tinha uns um metro e trinta de altura, cor acinzentada, corpo curto. Dois bracinhos saindo da região do peito. Mas eis o que realmente me pegou. Tinha três pernas. Três pernas. Não como se estivesse equilibrado em três pernas, quero dizer que tinha três pernas de verdade. E os olhos. Meu Deus, os olhos. Dois olhos cor-de-rosa do tamanho de lanternas, olhando direto pra mim. Não se movia, só ficava parado me olhando, e dava pra ver que estava tentando entrar em casa. Bati aquela porta tão rápido.[ Corri pro meu quarto, peguei meu revólver e uma lanterna. Minhas mãos tremiam, mas não ia deixar nenhuma criatura entrar na minha casa. Quando voltei e abri a porta de novo, ainda estava lá. Ainda ficava parado no quintal.

Apontei o revólver e atirei. Quatro tiros.[ Bum, bum, bum, bum. Sei que acertei no primeiro, tenho certeza disso. Estava a só quatro metros, impossível errar. E quando aquela primeira bala o atingiu, a coisa fez um barulho. Um som de sibilo, igualzinho a um gato selvagem. Agudo e furioso. Aí se moveu. E quero dizer que se moveu de verdade. Aquela criatura cobriu quinze metros em três saltos. Três saltos. Pulou direto pro aterro da ferrovia atrás de casa, entrou na vegetação ao longo dos trilhos. Se movia tão rápido que mal conseguia acompanhar com os olhos. Então sumiu. Fiquei parado lá por um minuto, só respirando fundo, tentando entender o que tinha acabado de ver. Aí entrei e chamei a polícia. A Polícia Estadual de Illinois apareceu, um oficial chamado Jackson. Ele vasculhou minha propriedade comigo, e encontramos rastros. Rastros parecidos com os de cachorro, exceto que tinham seis almofadas nos dedos. Seis dedos. rastros com seis dedos não correspondem a nenhum animal conhecido - Rachel' E havia três conjuntos de pegadas. Dois deles com uns dez centímetros de diâmetro, e o terceiro ligeiramente menor. O oficial Jackson disse que eu parei racional e sóbrio, o que apreciei porque sei como isso soa. Também encontramos arranhões na tela da porta, frescos. Definitivamente tinha algo lá.

[ A história continua no jogo completo... ]

Experiencie a História Completa

Ouça o relato completo de Harold em Across The Airwaves.
Um jogo de simulação narrativa de rádio paranormal noturno — com muito mais histórias para descobrir. Disponível no Itch.io.