Encontro com o Cadborosaurus

Inspirado em diversas fontes, incluindo eventos documentados, relatos de encontros, anedotas pessoais e folclore. Alguns nomes, locais e detalhes de identificação foram ajustados para fins de privacidade e continuidade narrativa.

Finalmente entrei no programa! Obrigado por me ter aqui. Isso aconteceu em agosto de 1968, e lembro como se fosse ontem. Certas coisas você simplesmente não esquece, sabe? Eu tinha levado minha família em um passeio de iate pelas Ilhas do Golfo. Uma área linda, se você nunca foi. Minha esposa e os filhos adoravam essas viagens, fazíamos todo verão. Naquela tarde em particular, tínhamos ancorado para passar a noite em Pirate's Cove, logo ao lado da Ilha De Courcy. O nome sempre animava as crianças, fazendo-as pensar que havia tesouro ou algo assim. Na verdade é só um pequeno ancoradouro tranquilo, pacífico, bom abrigo do vento. O sol tinha se posto mais ou menos uma hora antes. Tínhamos terminado o jantar, as crianças estavam se acomodando. Minha esposa estava arrumando embaixo do deck. Eu estava em cima, só curtindo a noite, ouvindo a água bater no casco.

Então ouvi um respingo. Não como um peixe pulando — mais deliberado. Quase ritmado. Vindo do lado de estibordo do iate, uns três metros de distância. Fui ver, esperando encontrar uma foca ou talvez uma lontra. A água estava calma, e ainda havia luz suficiente do pôr do sol para ver com bastante clareza. O que vi me paralisou no lugar. Havia uma criatura na água, nadando ao lado do barco. Coisa pequena, talvez uns quarenta centímetros, mas diferente de tudo que eu havia visto em trinta anos navegando essas águas. Tinha esse focinho alongado, pontudo, quase como um crocodilo mas não exatamente. O corpo era coberto dessas placas blindadas, meio sobrepostas, me lembrava um tatu se faz sentido. E tinha essa penugem amarela por toda parte, fofinha, parecia quase a penugem de um filhote de pássaro. A cabeça — estava olhando direto para mim. Olhos escuros, com aspecto inteligente. As nadadeiras dianteiras se moviam nesse estranho movimento de remo, mantendo-a na superfície. E a cauda — foi o que realmente me pegou. Era bilobada, dividida em dois lobos, em forma de nadadeiras de foca, mas fundidas na base.

Chamei minha esposa lá embaixo. Disse para trazer as crianças, precisavam ver aquilo. Quando chegaram em cima, a coisa ainda estava lá, circulando o iate, fazendo aqueles respingos. Meu filho mais velho — tinha uns doze anos na época — fala: 'Pai, o que é aquilo?' E eu tive que dizer que não sabia. Tinha passado a vida inteira em volta de barcos, pescado nessas águas, conhecia toda foca, leão-marinho e lontra que você pudesse nomear. Aquilo não era nenhum desses. Ficamos observando por alguns minutos, todos simplesmente parados ali. A criatura não parecia ter medo de nós. Continuava nadando por ali, quase como se fosse curiosa com o barco. placas em animais marinhos são fascinantes - Tom' Foi aí que tive a ideia. Disse à minha esposa para pegar o balde — o grande de metal que usávamos para esgoto. E desci o bote salva-vidas na água.

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